sábado, 30 de maio de 2009

Dê-me vingança ou vá para o inferno!

"Saiba, ó Príncipe, que entre os anos quando os oceanos tragaram a Atlântida e as reluzentes cidades, e os anos quando se levantaram os Filhos de Aryas, houve uma era inimaginável, repleta de reinos esplendorosos que se espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o firmamento. Nemédia; Ophir; Brithúnia; Hiperbórea; Zamora, com suas lindas mulheres de negras cabeleiras e torres de mistérios e aranhas; Zíngara, com sua cavalaria; Koth, que fazia fronteira com as terras pastoris de Shem; Stygia, com suas tumbas protegidas pelas sombras; Hirkânia, cujos cavaleiros ostentavam aço, seda e ouro. Não obstante, o mais orgulhoso de todos era Aquilônia, que dominava supremo no delirante oeste. Para lá se dirigiu Conan, o cimério, de cabelos negros, olhos ferozes, espada na mão, um ladrão, um saqueador, um matador, com gigantescas crises de melancolia e não menores fases de alegria, que humilhou sob seus pés os frágeis tronos da terra"

Conan sem duvida é um dos personagens mais fodas, coloco aqui a a trilha sonora do filme Conan o Bárbaro que da mesma forma é extremamente foda...indicada a jogadores de RPG e bárbaros em geral...rs



Senha: mh

A moral Kantiana e Jane Austen...

"A moral Kantiana analisada sob o prisma do filme Orgulho e Preconceito" Por Rafael Caminhas - disciplina de Antropologia Filosófica do curso de Filosofia do Centro Universitário Assunção.
O filme Orgulho e Preconceito baseado na obra literária homônima de Jane Austen nos mostra a sociedade do século XVIII, pautada por uma série de costumes e tradições baseadas em uma estrutura tipicamente burguesa, os principais personagens são Elizabeth Bennet, uma bela mulher de 20 anos, possuidora de uma mente ágil e ainda mais “ágil língua” e o senhor Darcy, um rico aristocrata e aparentemente arrogante. Contudo o que nos chama atenção enquanto estudantes de filosofia é exatamente a questão da moral kantiana perceptivelmente presente no personagem do senhor Darcy.


Orgulho e preconceito gira em torno do relacionamento entre Elizabeth e Darcy, ela uma das de cinco irmãs Bennet é inteligente e forte, no decorrer do filme Elizabeth está em uma festa onde sua mãe a senhora Bennet busca desesperadamente casamento para as filhas, fica evidente que sua mãe faz isso para reerguer a propriedade dos Bennet´s, e é nesta festa que Elizabeth encontra pela primeira vez o senhor Darcy, a idéia que ela faz de Darcy é de um homem frio, distante, arrogante. Um típico burguês que só se preocupa com as aparências da sociedade.
Esta opinião um tanto preconceituosa de Elizabeth no entanto não é capaz de impedir que ela se apaixone por Darcy mesmo que em um primeiro momento ela mesma não saiba disso, a esta altura nos perguntamos onde se encontra a moral kantiana em um filme romântico? Para responder tal pergunta é importante sabermos do que se trata a moral kantiana.


Immanuel Kant (1724 -1804) filósofo alemão tem dentre suas obras uma chamada critica da Razão Pratica onde dentre outros temas trata da moral. Esta moral, a moral kantiana baseia-se num princípio formalista de que o que interessa na moralidade de um acto é o respeito à própria lei moral, e não os interesses, fins ou consequências do próprio acto. Uma boa vontade, guiada pela razão age em função de um imperativo categórico que ele chama de dever.
Kant concebe a realidade numénica (realidade absoluta) como inteligível, a qual só pode ser atingida não por uma via teorética, mas por uma via prática, moral. Portanto, a moralidade que é a razão prática tem que ser pura, sem conteúdos sensíveis. Esta pureza inteligível dá-lhe a primazia sobre o conhecimento (razão teórica), no qual o elemento inteligível está necessariamente contaminado pelos dados sensíveis.


Sabendo agora do que trata a moral kantiana respondo a pergunta onde esta moral pode ser encontrada dentro de um filme romântico como Orgulho e Preconceito, o que ocorre é que dentro da narrativa do filme acontecem vários fatos onde evidenciamos a aplicação pratica da moral kantiana, em um deles a irmã mais jovem de Elizabeth, Lizzy Bennet se vê em vias de casar-se com um pretendente de caráter duvidoso o senhor Wickhan, Darcy conhece o rapaz e tem certeza de sua total falta de caráter. Wickhan acaba fugindo com Lizzy e isso pode contribuir para a difamação do nome dos Bennet´s, sendo assim Darcy age contribuindo para o casamento formal de Lizzy e seu pretendente escuso o senhor Wickhan. O interessante de notar aqui é que mesmo com o sentimento de amor que Darcy nutre pela irmã de Lizzy, Elizabeth, o mesmo não revela seu ato e nem mesmo faz questão que saibam de seu envolvimento no caso, o que acontece aqui é uma manifestação categórica do agir pelo dever de Kant, não são os objetivos pessoais que movem Darcy a tomar esta atitude, é a total aceitação do dever moral de não permitir que o nome dos Bennet´s seja desonrado por uma união não oficial.


Concluído minha explanação entre o filme Orgulho e Preconceito e a moral kantiana não posso deixar de citar uma dúvida que permeou todo processo de realização deste trabalho, esta dúvida coloca em cheque todo discurso envolvido dentro da concepção de relação entre a moral de Kant e a obra de Jane Austen (Orgulho e Preconceito), mas para explicita-la melhor terei de recorrer novamente a Kant, lembro-me de que o importante na moralidade de um acto é o respeito à própria lei moral, e não os interesses, fins ou consequências do próprio acto, sabemos que Darcy é apaixonado por Elizabeth teria ele agido neste caso (o envolvimento de Lizzy com Wickhan), por respeito ao dever ou sob o julgo do amor que sentia por Elizabeth? Pois no segundo caso ele Darcy estaria agindo conforme o dever e não pelo dever, e sendo assim Darcy não poderia ser considerado um sujeito verdadeiramente moral sob aspectos kantianos, pois ele age mesmo que levado pelo amor conforme o dever e não pelo dever.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Orgia de sabores na sua boca...

A Leffe é uma cerveja Belga de alta fermentação do tipo Abadia, seca, frutada e levemente condimentada. A Leffe Blonde é encorpada e muito cremosa, o que resulta em um perfeito balanço de força e finesse em outras palavras uma ORGIA DE SABORES NA SUA BOCA a cerveja possui um delicado aroma de malte, uma sutil doçura ao final e tem teor alcoólico de 6,6%. É uma perfeita companhia para as refeições leves, como peixes e saladas, ou simplesmente para encher a cara. Produzida desde o século 13 pelos monges da Abadia Belga de Leffe, é uma das marcas de cerveja tipo Abadia mais consumida no mundo e a tradicional receita é a mesma desde 1240. O melhor é o excelente custo beneficio, a Leffe possui três tipos de opção: Blonde (com um final levemente doce; R$ 4,50); Brown (mais complexa e encorpada; R$ 4,50) e Radiese (avermelhada e a mais alcoólica das três, com 8,2%; R$ 5,50)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Filosofia No Ensino Médio

Filosofia No Ensino Médio - Temas Problemas E Propostas

Relatorio de leitura acerca do livro Filosofia no Ensino Médio: temas, problemas e propostas, de GALLO, Sílvio Donizetti de Oliveira, GOTO, Roberto Akira, RODRIGO, Lídia Maria, SILVEIRA, Renê José Trentin, capitulo 2 uma alternativa para o ensino de filosofia no nível médio.

Por Rafael Caminhas - Estudante do 5º Semestre do curso de Filosofia do Centro Universitário Assunção.

O capitulo segundo inicia-se com uma abordagem do ensino de filosofia na escola de massa, ou seja, na escola publica especificamente no ensino médio, a autora Lídia Maria Rodrigo nos coloca apresentações históricas, estruturando o que ela chama de ensino de massa voltado a uma educação profissionalizante e qual o papel da filosofia neste período histórico, sua inserções como disciplina optativa, seu desaparecimento dos currículos escolares, e sua volta ainda como disciplina optativa na década de 80 enfrentendo problemas sobretudo pelo novo perfil dos alunos das escolas de nível publico que era totalmente diferente.
Em um segundo momento dentro do mesmo capitulo a autora aborda a mediação pedagógica afim de promover no aluno uma autonomia intelectual através da filosofia, vale destacar neste ponto as dicas que a autora nos dá de como diminuir as distancias entre aluno e reflexão filosófica.
Outro ponto importante destacar é de como as dificuldades presentes no ensino de filosofia são apresentadas, principalmente a de como criar um “apetite filosófico” nos alunos frente a uma realidade anti-filosofica como citado por Rui Garcia de Souza Dias:

“Não tenhamos ilusões: a nossa tarefa navega a contra-corrente das necessidades culturais dos nossos alunos. Nada neles ou, pelo menos, no comum deles pede filosofia. Damos-lhes o que não querem, o que não podem querer já (é cedo de mais), e ensinar filosofia, seja qual for a concepção que desse ensino se tenha, é tentar criar um apetite que não existe.”

Por fim a autora não dá uma receita pronta mas aponta caminhos de como instituir um apetite filosófico nos alunos partindo da própria realidade do educando, escolhendo temas que lhes sejam familiares. Concluindo Lídia Maria nos alerta de que apesar de métodos sejam importantes nenhum deles substitui a leitura do texto filosófico em si, por mais que estes se mostrem difíceis a compreensão do aluno é função do professor superar estas dificuldades estruturando os textos dos filósofos através das seguintes etapas: Esclarecimento semântico, estruturação lógica e análise interpretativa.

terça-feira, 26 de maio de 2009